sábado, 3 de novembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
TIL -
TIL, de JOSÉ DE ALENCAR
Til retrata a linguagem e os costumes da vida rural na época em que foi escrito. Uma obra de José de Alencar lançada em 1872. Trata-se de um romance que retrata a vida campesina, e faz parte do regionalismo de José de Alencar, junto com a obra O gaúcho, O sertanejo e O tronco do ipê. O romance retrata as personagens de uma forma extremamente idealizada, uma das principais características do movimento artístico e intelectual chamado ROMANTISMO.
Til é o apelido de Berta, a personagem principal do livro. Berta é a representação da heroína romântica, devido à sua beleza, cantada diversas vezes pelo autor, sua compaixão e sua empatia para com o mais vil dos vilões retratados no livro: Jão Fera.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
RESUMO - TIL
RESUMO
Til é uma menina que foi
enjeitada quando nasceu, sendo criada por uma viúva chamado Inhá Tudinha, a
qual tinha um filho chamado Miguel. Til, moça "pequena, esbelta, ligeira,
buliça", é uma garota a quem todos gostam, e por quem a maioria dos
mancebos suspiram de amor. Ela e Miguel são muito amigos dos filhos de dona
Ermelinda e Luís Galvão: Afonso e Linda (Linda tem o mesmo nome da mãe,
Ermelinda, por isso é conhecida pela alcunha de Linda). Afonso e Miguel são
apaixonados por Berta, e Linda está apaixonada por Miguel, porém Berta trata a
todos como irmãos. Luís Galvão também cuida de um sobrinho, órfão de pai e mãe,
chamado Brás, que tem problemas mentais. Luís tenta enviá-lo para a escola, porém
ele não consegue aprender, o que leva seu professor, o Domingão, a bater-lhe
muito com a palmatória. Berta se compadece do pobre coitado, que se convulsiona
em prazer e alegria ao ver o sinal do til. Portanto, ela resolve ensiná-lo ao
alfabeto e, assim ela relaciona todas as letras do alfabeto as pessoas que Brás
conhece, sendo que ela representa o til.
Jão
Bugre, mais conhecido como Jão Fera, é um temido matador de aluguel da
província de Santa Bárbara. Ele nutre um carinho especial por Berta, e sempre a
observa quando ela vai visitar a negra Zana, que vive em uma casa caindo aos
pedaços. Zana também tem problemas mentais, e tem uma grande terror quando
chega perto do quarto da casa, onde parece que ela revive uma terrível
lembrança. Jão Fera foi contratado por um estranho, chamado Barroso, para matar
o fazendeiro Luís Galvão. Quando Berta descobre isso, impede Jão Fera de
concluir a sua atrocidade, salvando a vida de Luís Galvão. Jão Fera,
antigamente conhecido como Jão Bugre, por causa da cor da sua pele, foi
encontrado na fazenda pelo pai de Luís Galvão, quando tinha por volta de um ano
de idade. Não se sabe o que aconteceu com seus pais, mas especula-se que, após
uma grande enchente que ocorreu na região, seus pais tenham sucumbido à força
das águas e só ele tenha sobrevivido. Jão Bugre tinha grande respeito por Luís
Galvão, livrando-o de várias brigas que ele arranjava. Ambos se apaixonaram por
Besita, a moça mais bonita de Santa Bárbara. Quando Jão descobriu que Luís
estava apaixonado por Besita, resignou-se com seu sentimento, por amor ao seu
irmão de criação. Besita, no entanto, não correspondia ao amor de Luís Galvão,
devido à sua má fama de mulherengo e aproveitador. Ela também sabia que Jão a
amava, porém ele a pediu que aceitasse Luís Galvão. O pai dela não aceitou o
pedido de casamento de Luís Galvao, e enganou a filha, dizendo que ele não
queria nenhum compromisso. Por fim, Besita casou-se com Ribeiro, filho de um
rico fazendeiro da região. No dia do casamento, Ribeiro foi resolver uns
negócios em Itu, a respeito de uma herança que recebera. Ribeiro perseguiu o
administrador de seus bens até o Paraná, afim de receber sua herança, e depois
disso, caiu na "gandaia". Nesse meio tempo, em uma noite, Luís Galvão
enganou a negra Zana, mucama de Besita e se passou por Ribeiro. Luís passou a
noite com Besita, que ao amanhecer, viu o erro que cometera. Besita deu a luz à
uma menina. Somente Zana e Jão Bugre sabiam do seu segredo.
Jão
Bugre só não matou Luís Galvão a pedido de Besita, que intercedeu pela vida
dele. Depois de dois anos, enquanto Jão Bugre estava fora da fazenda, Ribeiro
volta para casa e inflama-se de raiva ao ver sua esposa com a criança, que ele
sabe não ser sua filha. Ribeiro começa a esganá-la, quando chega Jão Bugre para
tentar salvá-la. No seu último suspiro, Besita pede para que Jão proteja sua
filha, e Zana chega ao quarto e vê sua ama morrer. Ribeiro foge para Portugal,
e Jão tenta cuidar da menina. Inhá Tudinha chega na fazenda e leva a menina
para criá-la. Jão fica transtornado com a morte do seu objeto de amor, e
torna-se um jagunço, ganhando assim a alcunha de Jão Fera.
Passando-se
quinze anos, Ribeiro volta de Portugal, agora conhecido com Barroso e deseja
terminar a sua vingança. Vai para Santa Bárbara e contrata Jão Fera para matar
Luís Galvão. Nenhum dos dois se reconhece, mas Luís Galvão é salvo por
intermédio de Berta. Vendo seu plano inicial fracassar, Ribeiro planeja uma
vingança mais engendrada: matar Berta e Luís Galvão, e tomar o lugar dele como
marido de dona Ermelinda. Para isso, maquina junto com dois escravos de Luís
Galvão, Faustino e Monjolo, para na noite de São João, eles trancarem os negros
na senzala e porem fogo no canavial. Assim que Luís Galvão saísse para apagar o
incêndio, eles o jogariam no fogo, Ribeiro apareceria para salvar a plantação e
tentaria conquistar o amor de dona Ermelinda. Jão Fera descobriu a trama, e na
noite de São João, quando Luís Galvão tentava apagar o incêndio, matou Monjolo,
Faustino e outro jagunço contratado por Ribeiro, o Pinta, salvando a vida de
Luís Galvão. Após esse episódio, perseguiu o Ribeiro, que só sobreviveu por
intermédio de Miguel e Berta. Ribeiro fugiu, mas alguns dias depois, voltou
para matar Berta. Jão Fera, que há pouco havia escapado da Justiça, pois havia
se entregado às autoridades, salvou Berta e matou o Ribeiro. Berta, ainda sem
saber de sua história, ficou horrorizada e Jão Fera fugiu, se entregando
novamente às autoridades.Dias depois, Luís Galvão e sua família vão para a festa do Congo
na vila de Piracicaba, para onde Inhá Tudinha, Miguel e Berta também vão.
Afonso escapa de seus pais para ir falar com Berta, porém aparece um homem
estranho que diz: "Teu pai matou a mãe dela; tu queres matar a filha, e
duas vezes!". Após isso, o estranho dirigi-se à Luís Galvão e diz:
"Teu sangue mau quer teu sangue bom! Toma cautela...". E então, se
ouve que a cadeia fora arrombada. O estranho era Jão Fera, que havia escapado
da cadeia. No caminho de volta, Luís Galvão conta acerca do seu passado à sua
esposa, e depois Berta descobre o seu passado. Berta não aceita como pai Luís
Galvão, por conta do que ele fez no passado, e diz que o único pai que ela
conheceu fora Jão Fera, que sempre zelou por sua segurança. A única coisa que
ela pede é que ele dê permissão para que Miguel se case com Linda, contra a
vontade de dona Ermelinda. Miguel é enviado para estudar em São Paulo e, ao
final de dois anois, voltar para se casar com Linda. Ele ainda tenta convencer
Berta a ir com ele para serem felizes juntos, mas ela, por amor à amiga, não o
faz. O livro acaba com Berta e Inhá Tudinha acenando para Miguel e Jão Bugre
roçando a terra.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Romance regionalista
Romance Regionalista
Em primeiro lugar cabe esclarecer que, por regionalismo, entende-se a literatura que põe o seu foco em determinada região do Brasil, visando retratá-la, de maneira mais superficial ou mais profunda. Os primeiros autores do gênero não focalizavam propriamente uma região, no sentido geográfico, não visavam mostrar a vida no sertão do Nordeste, ou de São Paulo ou do Rio Grande do Sul.
O maior mérito de Alencar é o de ter inaugurado um caminho que se revelaria muito proveitoso para a literatura brasileira. Ao colocar o foco sobre as realidades regionais do Brasil - no Rio Grande do Sul, em "O Gaúcho"; e "Til", no interior de São Paulo, em "O Tronco de Ipê", no Nordeste em "O Sertanejo" -, Alencar logo conquista seguidores, que também fariam literatura regionalista, como o Visconde de Taunay, com a obra "Inocência"; e Bernardo Guimarâes, com a obra "A escrava Isaura", ainda no século 19.
Contudo, é no século 20 que o regionalismo vai se manifestar com grande vigor na literatura brasileira, gerando grandes autores a partir da década de 30. São muitos os autores regionalistas que podemos destacar e que produziram obras-primas para a literatura brasileira de um modo geral. Entre eles, é impossível deixar de citar José Lins do Rego, Graciliano Ramos,Jorge Amado, Érico Veríssimo e João Guimarães Rosa..
Em primeiro lugar cabe esclarecer que, por regionalismo, entende-se a literatura que põe o seu foco em determinada região do Brasil, visando retratá-la, de maneira mais superficial ou mais profunda. Os primeiros autores do gênero não focalizavam propriamente uma região, no sentido geográfico, não visavam mostrar a vida no sertão do Nordeste, ou de São Paulo ou do Rio Grande do Sul.
O maior mérito de Alencar é o de ter inaugurado um caminho que se revelaria muito proveitoso para a literatura brasileira. Ao colocar o foco sobre as realidades regionais do Brasil - no Rio Grande do Sul, em "O Gaúcho"; e "Til", no interior de São Paulo, em "O Tronco de Ipê", no Nordeste em "O Sertanejo" -, Alencar logo conquista seguidores, que também fariam literatura regionalista, como o Visconde de Taunay, com a obra "Inocência"; e Bernardo Guimarâes, com a obra "A escrava Isaura", ainda no século 19.
Contudo, é no século 20 que o regionalismo vai se manifestar com grande vigor na literatura brasileira, gerando grandes autores a partir da década de 30. São muitos os autores regionalistas que podemos destacar e que produziram obras-primas para a literatura brasileira de um modo geral. Entre eles, é impossível deixar de citar José Lins do Rego, Graciliano Ramos,Jorge Amado, Érico Veríssimo e João Guimarães Rosa..
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Biografia - José de Alencar
Biografia:
Romancista, jornalista, político, advogado, orador, crítico,
cronista, polemista e dramaturgo, José de
Alencar (Messejana, CE, 1829 – Rio de Janeiro, 1877) formou-se
em Direito e iniciou a atividade literária no “Correio Mercantil” e “Diário do
Rio de Janeiro”.
Til ‘ foi publicado no ano de 1872, e se enquadra na
escola literária do Romantismo. José de Alencar escreveu
em três fases sua literatura – Indianismo ou Nacionalismo,
Regionalismo e Prosa Urbana – o livro em questão pertence ao momento da Prosa
Regionalista do autor, possuindo características desse período.
Síntese:
Os protagonistas
são Berta, Miguel, Linda e Afonso. Numa fazenda do interior paulista, segredos,
desencontros amorosos e renúncias integram o enredo, bem dentro dos paradigmas
do romantismo. Basta verificar a forma como alguns personagens são construídos.
A história gira
em torno de paixões. Linda e Afonso são irmãos gêmeos, filhos de Luís Galvão e
Dona Ermelinda. Linda ama Miguel, e Berta e Miguel se amam, mas, para que a
amiga Linda não sofra, Berta consegue que Miguel se apaixone por Linda.
Trata-se de uma estrutura narrativa em que os sentimentos comandam as ações.
Outro exemplo
está na história de vida de Berta. De bom coração, ela visitava constantemente
Zana, uma mulher com problemas mentais. O menino Brás, porém, também com alguma
deficiência, sente ciúmes da protagonista e tenta matá-la. Repreendido pela
heroína, arrepende-se.
O leitor fica
sabendo que Brás era filho de uma irmã de Luís Galvão, que morrera viúva, e,
por isso, ele vivia na casa de seu tio. Ele dera ainda a Berta o apelido de
Til, pois, quando ela lhe ensinou o alfabeto, ele achou o til um sinal
“gracioso”, associando-o a ela.
As rocambolescas
ações do livro têm outros pontos altos. Um deles é quando Luís Galvão revela
ser o pai de Berta com Besita, a moça mais bonita da cidade a quem ele seduziu
e por quem Jão Fera, matador profissional, estava apaixonado em vão. Ele,
porém, a pedido de Berta, se compromete a não cometer mais atos violentos e
passa a trabalhar no campo.
Nhá Tudinha, mãe
de Miguel, por sua vez, adota Berta como sua filha. Luís, no entanto, pede a
Berta que vá morar com ele e sua família em São Paulo, mas ela se nega e pede
que leve Miguel, apaixonado por Linda. Miguel tenta convencê-la a ir junto, mas
ela recusa, ficando no interior. Bem ao estilo romântico, declara: “Não, Miguel.
Lá todos são felizes! Meu lugar é aqui, onde todos sofrem.”
A narrativa é
conduzida com leveza ao gosto dos sentimentos dos quatro adolescentes. Eles
mudam pouco ao longo da história, o único que altera seu comportamento, graças
à boa influência da protagonista, é Jão Fera. Os episódios vão se acumulando
sem grandes tragédias, embora sempre pareça que elas vão acontecer. O ponto
mais forte é a valorização do interior do país e da vida bucólica como
respostas a um país onde as cidades já começavam a ganhar maior importância.
Personagens - Descrição
* Berta, Inhá ou Til é a
personagem central do livro, filha bastarda do fazendeiro Luis Galvão com
uma pobre moça da vila (Besita que foi morta por vingança) foi criada
por nhá Tudinha. Berta é uma adolescente muito bonita, graciosa,
com movimentos espontâneos e encantadores, atrai para si o amor e carinho
de todos, é caridosa e não se afasta das criaturas mais
repulsivas e desprezadas da região (como Jão Fera, o
louco Brás, e Zana). E’ chamada de Inhá por Miguel, e de Til
por Brás durante uma aula que dava a ele, já no fim do
livro se intitula TIL, mostrando uma escolha que fará no romance. ela própria.
* Miguel é irmão de criação de
Berta, filho de nhá Tudinha, jovem que se mostra desde o principio
apaixonado por Inhá. Esta porém não percebe que o ama e faz de
tudo para aproxima-lo se dua amiga Linda, que gosta de Miguel. Sendo pobre,
Miguel nao poderia casar-se com Linda, mas por fim ele acaba estudando para
ascender socialmente e poder unir-se a Linda (o carinho que por ela “descobre”
sentir foi pintado por Berta que colocou seu encanto na faces serenas da
amiga).
* Luis Galvão é o dono
da Fazenda Palmas, muito jovial e alegre, que na juventude foi homem de muitas
aventuras amorosas e enrascadas – numa dessas desonrou Besita recém casada com
Barroso a qual ficou grávida de Berta - sempre protegido por seu camarada
(“espécie de capanga”) Jão Fera.
* Linda é filha de
Luis Galvão e D. Ermelinda, menina educada aos moldes da corte, mas
que junto ao irmão Afonso faz amizade com os jovens simples Berta e
Miguel.
* Afonso, irmão de
Linda, possui o mesmo espírito alegre e conquistador do pai Luis, acaba
gostando de Berta (sem saber ser esta sua irmão de sangue)
Jão Fera ou Bugre - terrível homem,
de feições assustadoras e fama de matador (que na verdade é), segundo
uma interpretação do livro podemos considerar que a vida o tornou
assim (foi cheio de desilusões e sofrimentos). Era apaixonado por
Besita, porém apesar de seu desejo a tinha como “santa” e queria apenas sua
felicidade pois sabia que ela não o amaria como ele. Assim quando
Luis Galvão se recusou a casar com ela, ele rompeu a “amizade” que os unia,
protegia Besita de tudo, porém ela foi assassinada e ele passou a cuidar de
Berta e prometeu vingança a sua amada.
* Brás - um sobrinho de
Luis Galvão que sofria de ataques epiléticos e era retardado
mental. Na casa grande sua presença era desprezada. Ele apaixonou-se por
Berta que nunca o destratara e propôs-se a ensinar-lhe
o abecedário e rezas. Numa das lições ele se encantara pelo
acento til porque o compara à sobrancelha de Berta e conseguiu
memoriza-lo. Assim Berta teve uma resolução seu apelido para
Brás seria Til e a partir dai foi ensinando as letras
com associações a coisas ou pessoas que o idiota conhecia.
* Zana – negra que trabalhava
para Besita e presenciou toda a história de Berta e do assassinato de
sua mãe, por isso enlouquecera.
* Barroso ou Ribeiro – casou-se
com Besita, mas na noite de núpcias a abandonou para
resolver negócios relacionados a uma herança que recebera.
Partiu e ficando anos longe de casa, quando voltou viu sua esposa com um bebê.
Planejou sua vingança ( a morte de Luis, Berta e sua filha). Matou
a esposa, mas foi impedido de matar o bebê por Jão Fera.
* D. Ermelinda –
esposa de Luis Galvão, muito elegante e educada, mas não muito
bela. Ao descobrir sobre o passado de seu marido se entristece , mas quando ele confessa
(no final do romance) ela o apoia ao reconhecer Berta como filha.
Características da Obra
* Trata-se de um romance Regionalista
da escola literária do Romantismo, seu autor, Jose de Alencar busca
mostrar a vida do Caipira do interior de São Paulo do seculo
XIX, vocabulário e costumes da região, as diferenças sociais
da época (escravos, capangas, pobres e ricos donos de terras).
* O Romance se passa na região de Campinas,
interior de SP, onde ha’ o contraste entre aspectos
sociais, marginalização que sofrem personagens pobres como Miguel (que
para casar-se com Linda teve de ir estudar na capital).
Mostra-se também um pouco do namoro da época e festas como
a de São João.
* Mostra-se o ambiente dos escravos e
senzala e seus conflitos como a rivalidade entre duas
negras, além da marginalização consciente dos escravos como
Faustino e Monjolo, os quais conspiram para a morte de Galvão.
* O Romance, publicado em
1872, segue o clima do Folhetim em que
os capítulos são curtos e terminam num momento de
climax. Além disso, a temática do suspense e do soturno são marcas
registrados da obra, que é repleta de aventuras, momentos
de tensão como quando Berta corre perigo fugindo de Porcos selvagens
furiosos.
* No Livro, Berta é sempre
comparada a Flor, no capitulo inicial surge uma imagem de flor bela, mas imatura; já no
fim do livro (no poente do sol) a imagem da flor se repete mostrando a “Flor
Interior” cheia de caridade e abnegação. O autor cria assim uma
ideia nítida de desabrochar, pelos trechos:
[ Manhã: "Eram dois, ele e ela,
ambos na flor da beleza e mocidade" e no Poente: "Era a flor da
caridade, alma soror" ]
* Berta sacrifica-se para que todos
vivem em paz e felizes, faz com que Miguel e Linda fiquem juntos, e se resigna
a cuidar dos que mais sofrem como Zana, Brás, Jão Fera (a quem
ela reconhece como o seu verdadeiro Pai), a galinha sem pernas, etc, e continua
morando com nhá Tudinha.
[“Como as flores que nascem
nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores
da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria,
que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça.”
* Como
romance Romântico que é, em Til as
personagens são idealizadas – por exemplo a heroína da
trama, Berta, alem de ser encantadora e linda é dotada de valores sublimes
como Generosidade com os mais desafortunados (exemplo a escrava louca chamada
Zana e Brás que é deficiente); coragem para enfrentar os mais
temidos – como Jão Fera – alem de situações de perigo como
quando é quase atropelada por uma manada de queixadas (porcos do mato) …
* A narrativa é em terceira
pessoa, com narrador onisciente que não é impessoal, pois toma sempre
partido de Berta.
* Como um dos
objetivos do autor é mostrar características da vida no interior
de São Paulo, ele coloca no enredo
falas típicas, como diálogos entre capangas e
trabalhadores da fazenda; passagens em que descreve a natureza
da região; mostra diferenças entre a vida rústica e caipira do
interior com a dos centros mais refinados
(na época a região Fluminense do Rio de Janeiro)Contexto histórico
O Brasil passava por uma série de mudanças visando à urbanização, porém ao mesmo tempo em que São Paulo e Rio de Janeiro se expandiam e modernizavam, tinham seus costumes influenciados pela cultura europeia, já a sociedade rural mantinha traços arcaicos.
Essa também era a época em que romances eram publicados em folhetins, portanto, os autores mostravam esse lado mais rural brasileiro , afastado do centro imperial que preservava a cultura e costumes anteriores para o centro que estava se expandindo.
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